TL;DR
- Matty Hyndman apoia a proibição da terapia de conversão no Reino Unido.
- Ele enfatiza que pessoas LGBTQ+ não estão quebradas.
- O projeto de lei em discussão visa proteger contra práticas prejudiciais.
- Hyndman compartilha suas lutas pessoais com a vergonha.
- A proibição envia uma mensagem clara de aceitação.
Em uma atitude ousada que tem muitos aplaudindo, Matty Hyndman, participante do reality show de sucesso The Traitors, declarou seu apoio ao projeto de lei em discussão sobre Práticas de Conversão do Reino Unido. Essa legislação proposta busca proibir a notória e prejudicial prática da terapia de conversão, que há muito tempo tem sido fonte de dor e trauma para inúmeras pessoas LGBTQ+. Falando em um evento em Londres, Matty declarou com paixão que tal proibição enviaria um "sinal claro" às pessoas LGBTQ+ em todos os lugares: você não está quebrado.
Refletindo sobre suas próprias experiências, Matty compartilhou a vergonha profundamente enraizada que sentia ao crescer em um ambiente cristão evangélico. "Eu tinha tanta vergonha de ser gay", confessou. "Eu estava profundamente envergonhado e cheio de vergonha, e não contei a ninguém." O conflito interno era palpável enquanto ele relatava seu tempo navegando pelos mares como missionário, ao mesmo tempo em que lidava com sua identidade.

Quando a sexualidade de Matty se tornou conhecida, ele enfrentou um ultimato insuportável: "Basicamente me deram a escolha de me arrepender publicamente diante de toda a comunidade do navio e concordar em passar por aconselhamento, ou ir embora." As apostas eram altas, e o custo de deixar aquela vida para trás era imenso. "Para eu ir embora, para eu dizer não, havia um risco enorme", explicou. "O risco era que eu perderia todos que conheço e amo." Essa é uma realidade que muitas pessoas LGBTQ+ enfrentam ao confrontar suas identidades em ambientes não acolhedores.
O projeto de lei em discussão sobre Práticas de Conversão, que abrange Inglaterra e País de Gales, foi descrito como uma legislação histórica. Ele visa proteger pessoas LGBTQ+ dos abusos físicos e psicológicos que lhes foram infligidos em nome da suposta "terapia". De acordo com o governo, práticas de conversão são definidas como ações destinadas a mudar a orientação sexual ou a identidade de gênero de alguém por meio de métodos abusivos, e quem for considerado culpado por tais práticas poderá enfrentar penalidades severas.

Matty, que se considera "um dos sortudos" por conseguir deixar para trás aquele ambiente tóxico, acredita que a proibição é crucial. "Para mim, dizer não foi rejeitar a crença de toda a minha comunidade e ir embora. E eu fui, felizmente", disse ele. Sua mensagem é clara: a proibição proposta não é apenas sobre legislação; trata-se de afirmar as identidades das pessoas LGBTQ+ e dizer a elas que não precisam ser curadas.
Como ele colocou, "Qualquer pessoa que esteja passando por isso agora, qualquer pessoa que já tenha passado, está ouvindo do ponto mais alto que isso está errado e que isso não deveria estar acontecendo com você. Você não está quebrado, não precisa ser curado." A defesa de Matty é um farol de esperança para רבים, lembrando a todos nós que aceitação e amor devem prevalecer sobre vergonha e medo.

Natural da Irlanda do Norte, Matty também deu sua voz aos esforços do Partido Alliance para proibir práticas de conversão em seu país de origem. Sua jornada da vergonha à aceitação é um testemunho poderoso da importância da defesa e da necessidade de mudanças sistêmicas na forma como pessoas LGBTQ+ são tratadas.







Comentários (0)
Entrar na conversa