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  • Josh Ackley rejeita a ideia de encontrar um meio-termo com homofóbicos.
  • Ele argumenta que é hora de se concentrar em construir comunidade em vez disso.
  • Pesquisas recentes mostram queda no apoio aos direitos LGBTQ.
  • O Orgulho deve ser sobre solidariedade, não apaziguamento.
  • A amizade não pode existir independentemente de valores.

É 2026, e o Mês do Orgulho mais uma vez está sobre nós. Mas, este ano, há uma vibe diferente no ar, e não é apenas o cheiro de bandeiras arco-íris e coquetéis caros. É um chamado às armas, um grito de mobilização para que pessoas LGBTQ+ parem de fingir civilidade com aqueles que, com prazer, retirariam nossos direitos. Josh Ackley, estrategista político e vocalista da banda queerpunk The Dead Betties, já se cansou de tentar encontrar um ponto em comum com homofóbicos. E, sinceramente, quem poderia culpá-lo?

Após a eleição de Donald Trump em 2016, o mundo foi inundado por textos de opinião que nos instavam a construir pontes com a extrema direita. Como se se aproximar de pessoas que, com prazer, apagariam a nossa existência fosse a resposta. Alerta de spoiler: não é. Ackley argumenta que essa estratégia não é apenas tola; é francamente prejudicial. Por que perder tempo tentando convencer quem se recusa até mesmo a considerar outro ponto de vista? Em vez disso, vamos focar em construir comunidade com quem entende a luta.

De acordo com uma pesquisa recente da Gallup, o apoio aos direitos LGBTQ+ está em queda, e a aceitação de pessoas trans está diminuindo. Enquanto isso, a legislação anti-LGBTQ+ se espalha como fogo em assembleias legislativas estaduais, e a violência contra pessoas trans se tornou tão rotineira que mal levanta uma sobrancelha. É hora de cair na real, pessoal! Não podemos continuar fingindo que essas questões são apenas diferenças de opinião. Elas são uma questão de vida e morte.

E vamos falar do próprio Mês do Orgulho. Alguns representantes eleitos passaram a rebatizar junho com termos como "Famílias Fortes" e "Mês da Família Nuclear", como se apagar nossa existência da vida pública fosse uma boa imagem. Para esses políticos, Ackley tem uma mensagem: "Não precisamos da sua aprovação, do seu reconhecimento ou da sua permissão para existir. Certamente não queremos a sua amizade." É hora de cortar laços com quem não nos apoia.

Por tempo demais, pessoas queer têm sido esperadas a tolerar hostilidade em nome da civilidade. Disseram-nos para manter a paz, evitar conversas difíceis e conservar amizades com pessoas que publicam retórica anti-trans. Mas encaremos a realidade: nenhuma amizade pode existir num vácuo. Se as crenças políticas de alguém estão ativamente prejudicando nossa comunidade, essa pessoa não é nossa amiga. É hora de romper essa armadilha geracional da tolerância que só levou à nossa própria desumanização.

Ao entrarmos nesta temporada do Orgulho, lembremos que solidariedade sem coragem não significa nada. Aliado sem ação é apenas teatro. E amizade sem respeito mútuo? Isso não é amizade de forma alguma. O Orgulho é sobre se recusar a desaparecer, se recusar a pedir desculpas e se recusar a aceitar um mundo que exige silêncio em troca de aceitação. Então vamos erguer nossas vozes, construir nossas comunidades e lutar uns pelos outros. Porque ninguém vai vir nos salvar; precisamos nos tornar nossos próprios heróis.

Portanto, para todos os amigos de ocasião por aí: se você não consegue ficar ao nosso lado, então dê um passo para o lado. Orgulho não é um exercício de branding, e não seremos silenciados. Vamos fazer deste Mês do Orgulho uma verdadeira celebração de nossa resiliência, nossa criatividade e nosso espírito inabalável. A luta não acabou, e estamos apenas começando.

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Sobre o autor

Sophia Rodriguez

Sophia Rodriguez, uma jornalista multilíngue, é especializada em questões globais LGBTQ. Formada pela School of Foreign Service da Georgetown University, Sophia já reportou de mais de 30 países, oferecendo percepções so…

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