TL;DR
- O Placebo celebra 30 anos de representação LGBTQ.
- Brian Molko fala sobre ressignificar o termo 'Nancy Boy'.
- A banda recebe o Pride Icon Award no Attitude Pride Awards.
- Sua música 'Nancy Boy' se tornou um hino de protesto.
- Molko incentiva jovens queer a encontrarem sua comunidade.
O Placebo está de volta, e eles não estão apenas fazendo música; estão fazendo história. Enquanto a banda icônica estampa a capa da revista Attitude, eles refletem sobre três décadas de representação destemida na comunidade LGBTQ. Os integrantes fundadores Brian Molko e Stefan Olsdal se preparam para receber o Pride Icon Award no 2026 PEUGEOT Attitude PRIDE Awards Europe, e digamos apenas que eles estão prontos para contar algumas verdades importantes.
É difícil acreditar que já se passaram quase 30 anos desde que seu sucesso ‘Nancy Boy’ explodiu na cena, desafiando normas e abrindo caminho para incontáveis artistas queer. “Depois da talvez quarta ou quinta vez que um estranho me chamou de ‘Nancy boy’ num pub, pensei: ‘Que se foda. Vou ressignificar todos esses insultos’”, relembra Molko. “Vou escrever uma música sobre como uma pessoa bissexual pode se divertir muito mais do que você. Tem muito mais opções do que você. Muito mais liberdade do que você.” Isso sim é virar o jogo!

Para muitas pessoas da comunidade queer, ‘Nancy Boy’ foi mais do que apenas uma música contagiante; foi uma linha de vida. Ela abriu a porta para conversas sobre sexualidade, gênero e identidade que muitas vezes ficavam sem ser ditas. “Para muita gente queer, ‘Nancy Boy’ foi uma porta de entrada não apenas para o Placebo, mas para a possibilidade de que talvez exista outra forma de ser”, explica Molko. A canção evoluiu para um poderoso hino de protesto, especialmente em países onde os direitos LGBTQ+ ainda estão sob ameaça.
Enquanto se preparam para receber seu prêmio em 3 de julho no The Chancery Rosewood, em Londres, Molko expressa gratidão pelo reconhecimento. “Receber esse reconhecimento é realmente muito comovente para mim. Significa que fizemos algo de bom neste mundo”, diz ele. Olsdal acrescenta de forma sucinta: “Nós nunca nos escondemos.” E essa é exatamente a energia que adoramos ver.

Qual é a mensagem para a juventude de hoje? Molko tem algumas palavras sábias: “Há muito mais pessoas por aí como você, passando pelo que você está passando, do que você jamais poderia imaginar. Encontre sua tribo. Encontre sua comunidade. E nunca deixe ninguém impedir você de ser quem você é.” Olsdal completa: “E aumente o volume. Alto e com orgulho. Ninguém precisa se esconder. Você não está sozinho.”
A trajetória do Placebo é um testemunho do poder da música como força de mudança e representação. A entrevista completa aparecerá na edição 371 da revista Attitude, à venda em versão impressa e digital em 3 de julho. Então, marque na agenda e prepare-se para celebrar uma banda que não apenas abalou nosso mundo, mas também se manteve firme pela comunidade LGBTQ.







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